sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mal de Chagas totaliza mais de 900 casos

Sespa lança portaria para melhorar fluxo de atendimento

Para garantir atendimento clínico adequado aos pacientes com doença de Chagas no Pará, cumprindo o protocolo instituído pelo Ministério da Saúde, ocorreu ontem, às 10 horas, o lançamento da Portaria da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) sobre o fluxo de assistência para pacientes com doença de Chagas no Estado do Pará. O lançamento da portaria aconteceu auditório do Sindicato dos Médicos, localizado à rua Boaventura da Silva entre Generalíssimo e 14 de março.

A Sespa recebeu o Programa de Doença de Chagas em 2006 e, até hoje, já contabilizou 931 casos confirmados da doença com 21 mortes distribuídos em 56 municípios paraenses. Este ano, a secretaria já registrou 146 casos e três mortes. Ao todo, o Pará possui 86 municípios em risco de transmissão da doença de Chagas.

Desde a implantação do programa, as instituições parceiras buscaram executar o Plano Estadual de Intensificação das Ações de Controle da Doença de Chagas. O Plano inclui, em linhas gerais, atividades de vigilância epidemiológica, sanitária, pesquisa de reservatórios animais, vigilância entomológica, além de vigilância laboratorial e assistência, um dos mais relevantes por conta do seguimento clínico.
 
(O Liberal)

Doença de Chagas: Manual aponta diagnóstico como o grande desafio

Água a 80º por dez segundos. A receita para prevenir a principal forma de contaminação pela doença de Chagas no Pará é simples. Porém, já com o registro de três mortes em decorrência da doença no Estado apenas neste ano, o desafio de se promover um diagnóstico precoce se alia à necessidade de prevenção.

Lançado na manhã de ontem pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o “Manual de Recomendações para Diagnóstico, Tratamento e Seguimento Ambulatorial de Portadores de Doença de Chagas” pretende, justamente, orientar os profissionais de saúde sobre os sintomas do parasita que atinge, em grande parte, o coração do portador.

Segundo o secretário de Estado de saúde pública, Hélio Franco, a doença é uma das que mais preocupa no Pará. “A doença de Chagas é uma das mais graves que temos. Atualmente temos cerca de mil pessoas em tratamento e o tempo desse tratamento é de cinco anos”, destacou. “Os três maiores problemas de saúde do Pará são a malária, o escalpelamento e a doença de Chagas”.

Já com o registro maior no número de casos da doença em 2012 do que o notificado no ano passado, o Estado do Pará representa mais da metade do número de casos notificados em todo o país. Apesar de considerar que a principal forma de prevenção é relativamente simples, para o secretário, há a necessidade de convencer a população a praticá-la.

“Simplificando, a doença de Chagas no Pará é um problema de higiene. A solução é lavar, lavar, lavar e colocar água quente a 80º por dez segundos”, disse, ao se referir à principal forma de contaminação, que é a não higienização correta do fruto do açaí que acaba sendo moído junto com as fezes do Barbeiro (hospedeiro do parasita que causa a doença) e de partes dele. “Ao que tudo indica, a contaminação é mesmo por via oral”.

MANUAL

Responsável pelo lançamento do manual que é anexo à Portaria de nº1619, que estabelece a rotina de seguimento da doença de Chagas no Pará, a coordenadora estadual de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, afirmou que o documento é voltado especificamente para médicos e residentes. “A partir do manual, os profissionais de saúde terão conhecimento do fluxo de assistência de chagas, saberão para onde encaminhar o paciente em casos de doença crônica ou aguda”, afirmou. “É um manual voltado especificamente para o profissional médico”.

Segundo a coordenadora do programa multidisciplinar em doença de Chagas da Sespa e uma das autoras do manual, Dilma Souza, a suspeita da doença se torna mais difícil em decorrência da facilidade de confusão da doença de Chagas com a malária, toxoplasmose ou dengue. “A assistência qualificada para a doença de Chagas é fator determinante para evitar óbitos”, afirma. “Os sintomas costumam aparecer de três a 22 dias de contaminação por via oral”.

(Diário do Pará)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Publicada a Portaria n° 1.619/2012 GS/SESPA

     Aconteceu hoje, 27/12/2012, no Sindicato dos Médicos do Estado do Pará, o lançamento do Manual de Recomendações para Diagnóstico, Tratamento e Seguimento Ambulatorial de Portadores de Doença de Chagas que é o Anexo da Portaria n° 1.619/2012 GS/SESPA que e estabelece a Rotina de Seguimento  Ambulatorial da doença de Chagas no Pará que tem como objetivo orientar profissionais da área de saúde, especialmente médicos e estudantes de medicina que atuam na rede  pública  de atenção à saúde de maneira prática o diagnóstico, tratamento e seguimento ambulatorial de portadores da doença de Chagas. 
     O material está disponível no blog, basta clicar no link.







Fonte: Coordenação Estadual do Programa de Controle da doença de Chagas/SESPA

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Coalizão vai combater doença de Chagas



Pesquisadores, médicos, associações de pacientes e organizações de saúde pública criaram uma coalizão para controlar a doença de Chagas. A ideia é concentrar esforços para tornar mais rápido o diagnóstico, criar mecanismos para avaliar a eficácia do tratamento e desenvolver drogas contra a patologia - que afeta cerca de 10 milhões de pessoas. Apenas 0,2% dos infectados está em tratamento.

"Engana-se quem pensa que é um problema do passado, um desafio superado. E isso vale também para o Brasil", diz a coordenadora do Médicos Sem Fronteiras no Brasil, Carolina Batista.

Embora tenha recebido a certificação de interrupção da transmissão domiciliar da doença em 2006 da Organização Mundial de Saúde, o Brasil tem aproximadamente 2 milhões de pacientes infectados. A maior parte deles está sem diagnóstico e sem tratamento. Pelas projeções, o País deve fornecer em 2013 terapia para 800 pessoas.

"A quantidade é insignificante. É preciso que médicos brasileiros façam o diagnóstico da doença e, sobretudo, que indiquem o tratamento para os pacientes", defende o diretor executivo da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), Eric Sobbaersts.

Até a década passada, o tratamento para a doença de Chagas, feito ao longo de dois meses, não era indicado para pacientes crônicos. A orientação mudou, mas raramente é colocada em prática. Mesmo que tardia, afirmam os especialistas, a terapia pode reduzir o risco de o paciente desenvolver problemas cardíacos. "Por desconhecimento ou resistência, essa oportunidade lhes é negada. São os negligenciados dentro do grupo de negligenciados", constata Carolina.

Até pouco tempo restrita a países da América Latina, a doença, com a globalização, também passou a ser identificada em países desenvolvidos, como Austrália, Japão, Espanha e Estados Unidos. Nos países endêmicos, o parasita Tripanossoma cruzi, causador da doença, é transmitido sobretudo por insetos conhecidos como barbeiros.

A transmissão pode ocorrer também por transfusão de sangue ou transplantes de órgãos. No Brasil, exames de controle são feitos justamente para evitar esse risco.

Mas, em países onde a doença é recente, o cuidado não existe. "Já há registros de casos de doença de Chagas provocadas por transplantes e transfusões", diz Carolina. Os Estados Unidos ocupam a sétima posição no ranking da doença.

"Novos desafios se somam a problemas que até agora não tinham sido resolvidos. Daí a importância da criação desse grupo", avalia Sobbaersts. Entre as metas estão o desenvolvimento de um método de diagnóstico mais rápido e de ferramentas para avaliar se o paciente foi curado.

Atualmente, o tratamento é feito com benzonidazol. O remédio passou a ser produzido no Brasil pelo Laboratório Federal de Pernambuco. Falhas de abastecimento foram registradas em 2011, "O problema foi resolvido e a produção, normalizada. Atualmente, o País tem capacidade para atender toda a demanda", afirma o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,coalizao-vai-combater-doenca-de-chagas,975138,0.htm

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lançada a primeira associação mexicana para as pessoas afetadas pela doença de Chagas



AMEPACH: Mexican Association of People Affected by Chagas Disease

FOR IMMEDIATE RELEASE



First-ever Mexican patients’ association for people affected by Chagas disease launched


Mexican Association of People Affected by Chagas Disease (AMEPACH) created to help tackle the deadliest neglected parasitic infection in Latin America

Mexico City, 14 November 2012 – Patients and families affected by Chagas disease in 13 Mexican states gathered in Oaxaca 16-18 October to form the Mexican Association of Persons Affected by Chagas Disease (AMEPACH), the first-ever patients’ association in Mexico for this deadly neglected disease. The association will unite patients and advocates to fight the ongoing neglect of this disease in public policy, awareness, prevention, medical care and treatment of people across the country.



An estimated 1 to 2 million people in Mexico have Chagas disease, the leading parasitic killer of the Americas. This means almost 1 in 50 Mexicans is infected, where 30 percent have developed severe cardiac or digestive symptoms of the chronic phase that can lead to death in the most productive years of life. Approximately 25,000 to 58,000 adults die annually from Chagas in Mexico, which represents 2.5% to 5% of the country´s overall mortality.



Despite evidence, there has been little to no appropriate policy or sufficient action by public health services, for control, prevention, and surveillance, or for diagnosis, treatment, and follow-up of patients, despite the disease’s social and economic burden. For example, the federal government has not given sanitary registration for the only two drugs available to treat the disease. The drugs are not included on Mexico´s essential drugs list, or in the national formularies of the Health Ministry (SSA), social security system (IMSS), government worker health system (ISSSTE), or the country´s new Seguro Popular program. Many of the patients who have already been diagnosed have not received treatment or been clinically evaluated due in large part to a lack of knowledge regarding the disease by physicians and the healthcare sector.



AMEPACH was launched with the support of concerned scientists and healthcare actors, non-governmental organizations, and agencies, including the National Science and Technology Council (CONACyT), Drugs for Neglected Diseases initiative (DNDi), Medecins Sans Frontieres/Doctors Without Borders (MSF), and the EcoHealth Community of Practice (COPEH-LAC México). AMEPACH is a non-profit group based on the constitutional right to health and medical attention.



“The launch of this patient group will finally bring an official voice to those people and their families suffering in silence from Chagas disease all throughout Mexico,” says Elvira Idalia Hernández Cuevas, the newly elected President of AMEPACH. “Persons affected by Chagas, like my daughter, need access to timely diagnosis, treatment and efficient care, in order to improve their quality of life.”



Contact: amepach@gmail.com



For more information, access this community at globalaccesstohealth.net/chagasplatform
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Estudantes canadenses conhecem o controle de Chagas no Pará

José Pantoja/ Sespa
Um grupo de alunos de mestrado e doutorado e pesquisadores da Universidade de Quebec, no Canadá, conheceram, na tarde desta segunda-feira (20), a história, os casos, a incidência e as ações para o controle da doença de Chagas no Pará. A visita faz parte de um curso sobre a Amazônia promovido pela instituição canadense a cada dois anos, com a finalidade de mostrar a realidade da região para os alunos. 
 
Segundo a coordenadora estadual de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, a abordagem foi solicitada porque a doença tem importância para o ecossistema amazônico. “Além de informá-los sobre os tipos e formas de transmissão, também estamos mostrando nossa experiência no controle da doença e na vigilância epidemiológica”, explicou.

O interesse em conhecer as ações demonstra o reconhecimento da eficiência de uma vigilância de qualidade. “Embora o Estado concentre 80% dos casos da doença, possibilitamos tratamento imediato e preciso para garantir qualidade de vida aos pacientes”, observou.
José Pantoja/ Sespa
Segundo o pesquisador que integra a equipe, Robert Davidson, o encontro permitiu que os alunos entendam e absorvam melhor as informações, além de conhecerem de perto a realidade da região amazônica. “Com este trabalho é possível conciliar a preservação e o desenvolvimento. Estamos entendendo os desafios da região, principalmente da área da saúde. Os alunos farão uma reflexão e darão conta da complexidade do meio”, destacou.

Este ano, o Pará registrou 35 casos do Mal de Chagas, dos quais onze em Abaetetuba, no nordeste do Estado. Para fortalecer o trabalho de prevenção, a coordenação trabalha com o Plano de Intensificação de Controle da doença de Chagas. O plano desenvolve ações estratégicas que visam à capacitação de equipes técnicas para garantir atendimento na capital e em todos os municípios, além de assegurar medicação especifica, diagnóstico, tratamento e acompanhamento ao paciente.

As ações previstas têm como objetivo a redução da ocorrência de casos e a diminuição da exposição ao risco para transmissão vetorial e oral por alimentos, e ainda a redução da mortalidade pela doença. O trabalho também envolve a investigação da presença de barbeiros nas áreas onde os casos são detectados, uso de armadilhas para captar barbeiros, orientação às comunidades sobre os cuidados com a presença do inseto e a identificação dele nos municípios de risco.

Atualmente, há três serviços especializados no Estado, um no Hospital Universitário João de Barros Barreto, outro no Hospital de Clinicas Gaspar Viana, para casos de emergência cardiológica, e também no Hospital Regional do Marajó, em Breves.


Agência Pará de Notícias Atualizado em 20/08/2012