Um grupo de alunos de mestrado e doutorado e pesquisadores da Universidade de Quebec, no Canadá, conheceram, na tarde desta segunda-feira (20), a história, os casos, a incidência e as ações para o controle da doença de Chagas no Pará. A visita faz parte de um curso sobre a Amazônia promovido pela instituição canadense a cada dois anos, com a finalidade de mostrar a realidade da região para os alunos.
Segundo a coordenadora estadual de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, a abordagem foi solicitada porque a doença tem importância para o ecossistema amazônico. “Além de informá-los sobre os tipos e formas de transmissão, também estamos mostrando nossa experiência no controle da doença e na vigilância epidemiológica”, explicou.
O interesse em conhecer as ações demonstra o reconhecimento da eficiência de uma vigilância de qualidade. “Embora o Estado concentre 80% dos casos da doença, possibilitamos tratamento imediato e preciso para garantir qualidade de vida aos pacientes”, observou.
O interesse em conhecer as ações demonstra o reconhecimento da eficiência de uma vigilância de qualidade. “Embora o Estado concentre 80% dos casos da doença, possibilitamos tratamento imediato e preciso para garantir qualidade de vida aos pacientes”, observou.

Segundo o pesquisador que integra a equipe, Robert Davidson, o encontro permitiu que os alunos entendam e absorvam melhor as informações, além de conhecerem de perto a realidade da região amazônica. “Com este trabalho é possível conciliar a preservação e o desenvolvimento. Estamos entendendo os desafios da região, principalmente da área da saúde. Os alunos farão uma reflexão e darão conta da complexidade do meio”, destacou.
Este ano, o Pará registrou 35 casos do Mal de Chagas, dos quais onze em Abaetetuba, no nordeste do Estado. Para fortalecer o trabalho de prevenção, a coordenação trabalha com o Plano de Intensificação de Controle da doença de Chagas. O plano desenvolve ações estratégicas que visam à capacitação de equipes técnicas para garantir atendimento na capital e em todos os municípios, além de assegurar medicação especifica, diagnóstico, tratamento e acompanhamento ao paciente.
As ações previstas têm como objetivo a redução da ocorrência de casos e a diminuição da exposição ao risco para transmissão vetorial e oral por alimentos, e ainda a redução da mortalidade pela doença. O trabalho também envolve a investigação da presença de barbeiros nas áreas onde os casos são detectados, uso de armadilhas para captar barbeiros, orientação às comunidades sobre os cuidados com a presença do inseto e a identificação dele nos municípios de risco.
Atualmente, há três serviços especializados no Estado, um no Hospital Universitário João de Barros Barreto, outro no Hospital de Clinicas Gaspar Viana, para casos de emergência cardiológica, e também no Hospital Regional do Marajó, em Breves.
Agência Pará de Notícias Atualizado em 20/08/2012







