sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mal de Chagas totaliza mais de 900 casos

Sespa lança portaria para melhorar fluxo de atendimento

Para garantir atendimento clínico adequado aos pacientes com doença de Chagas no Pará, cumprindo o protocolo instituído pelo Ministério da Saúde, ocorreu ontem, às 10 horas, o lançamento da Portaria da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) sobre o fluxo de assistência para pacientes com doença de Chagas no Estado do Pará. O lançamento da portaria aconteceu auditório do Sindicato dos Médicos, localizado à rua Boaventura da Silva entre Generalíssimo e 14 de março.

A Sespa recebeu o Programa de Doença de Chagas em 2006 e, até hoje, já contabilizou 931 casos confirmados da doença com 21 mortes distribuídos em 56 municípios paraenses. Este ano, a secretaria já registrou 146 casos e três mortes. Ao todo, o Pará possui 86 municípios em risco de transmissão da doença de Chagas.

Desde a implantação do programa, as instituições parceiras buscaram executar o Plano Estadual de Intensificação das Ações de Controle da Doença de Chagas. O Plano inclui, em linhas gerais, atividades de vigilância epidemiológica, sanitária, pesquisa de reservatórios animais, vigilância entomológica, além de vigilância laboratorial e assistência, um dos mais relevantes por conta do seguimento clínico.
 
(O Liberal)

Doença de Chagas: Manual aponta diagnóstico como o grande desafio

Água a 80º por dez segundos. A receita para prevenir a principal forma de contaminação pela doença de Chagas no Pará é simples. Porém, já com o registro de três mortes em decorrência da doença no Estado apenas neste ano, o desafio de se promover um diagnóstico precoce se alia à necessidade de prevenção.

Lançado na manhã de ontem pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o “Manual de Recomendações para Diagnóstico, Tratamento e Seguimento Ambulatorial de Portadores de Doença de Chagas” pretende, justamente, orientar os profissionais de saúde sobre os sintomas do parasita que atinge, em grande parte, o coração do portador.

Segundo o secretário de Estado de saúde pública, Hélio Franco, a doença é uma das que mais preocupa no Pará. “A doença de Chagas é uma das mais graves que temos. Atualmente temos cerca de mil pessoas em tratamento e o tempo desse tratamento é de cinco anos”, destacou. “Os três maiores problemas de saúde do Pará são a malária, o escalpelamento e a doença de Chagas”.

Já com o registro maior no número de casos da doença em 2012 do que o notificado no ano passado, o Estado do Pará representa mais da metade do número de casos notificados em todo o país. Apesar de considerar que a principal forma de prevenção é relativamente simples, para o secretário, há a necessidade de convencer a população a praticá-la.

“Simplificando, a doença de Chagas no Pará é um problema de higiene. A solução é lavar, lavar, lavar e colocar água quente a 80º por dez segundos”, disse, ao se referir à principal forma de contaminação, que é a não higienização correta do fruto do açaí que acaba sendo moído junto com as fezes do Barbeiro (hospedeiro do parasita que causa a doença) e de partes dele. “Ao que tudo indica, a contaminação é mesmo por via oral”.

MANUAL

Responsável pelo lançamento do manual que é anexo à Portaria de nº1619, que estabelece a rotina de seguimento da doença de Chagas no Pará, a coordenadora estadual de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, afirmou que o documento é voltado especificamente para médicos e residentes. “A partir do manual, os profissionais de saúde terão conhecimento do fluxo de assistência de chagas, saberão para onde encaminhar o paciente em casos de doença crônica ou aguda”, afirmou. “É um manual voltado especificamente para o profissional médico”.

Segundo a coordenadora do programa multidisciplinar em doença de Chagas da Sespa e uma das autoras do manual, Dilma Souza, a suspeita da doença se torna mais difícil em decorrência da facilidade de confusão da doença de Chagas com a malária, toxoplasmose ou dengue. “A assistência qualificada para a doença de Chagas é fator determinante para evitar óbitos”, afirma. “Os sintomas costumam aparecer de três a 22 dias de contaminação por via oral”.

(Diário do Pará)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Publicada a Portaria n° 1.619/2012 GS/SESPA

     Aconteceu hoje, 27/12/2012, no Sindicato dos Médicos do Estado do Pará, o lançamento do Manual de Recomendações para Diagnóstico, Tratamento e Seguimento Ambulatorial de Portadores de Doença de Chagas que é o Anexo da Portaria n° 1.619/2012 GS/SESPA que e estabelece a Rotina de Seguimento  Ambulatorial da doença de Chagas no Pará que tem como objetivo orientar profissionais da área de saúde, especialmente médicos e estudantes de medicina que atuam na rede  pública  de atenção à saúde de maneira prática o diagnóstico, tratamento e seguimento ambulatorial de portadores da doença de Chagas. 
     O material está disponível no blog, basta clicar no link.







Fonte: Coordenação Estadual do Programa de Controle da doença de Chagas/SESPA

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Coalizão vai combater doença de Chagas



Pesquisadores, médicos, associações de pacientes e organizações de saúde pública criaram uma coalizão para controlar a doença de Chagas. A ideia é concentrar esforços para tornar mais rápido o diagnóstico, criar mecanismos para avaliar a eficácia do tratamento e desenvolver drogas contra a patologia - que afeta cerca de 10 milhões de pessoas. Apenas 0,2% dos infectados está em tratamento.

"Engana-se quem pensa que é um problema do passado, um desafio superado. E isso vale também para o Brasil", diz a coordenadora do Médicos Sem Fronteiras no Brasil, Carolina Batista.

Embora tenha recebido a certificação de interrupção da transmissão domiciliar da doença em 2006 da Organização Mundial de Saúde, o Brasil tem aproximadamente 2 milhões de pacientes infectados. A maior parte deles está sem diagnóstico e sem tratamento. Pelas projeções, o País deve fornecer em 2013 terapia para 800 pessoas.

"A quantidade é insignificante. É preciso que médicos brasileiros façam o diagnóstico da doença e, sobretudo, que indiquem o tratamento para os pacientes", defende o diretor executivo da Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), Eric Sobbaersts.

Até a década passada, o tratamento para a doença de Chagas, feito ao longo de dois meses, não era indicado para pacientes crônicos. A orientação mudou, mas raramente é colocada em prática. Mesmo que tardia, afirmam os especialistas, a terapia pode reduzir o risco de o paciente desenvolver problemas cardíacos. "Por desconhecimento ou resistência, essa oportunidade lhes é negada. São os negligenciados dentro do grupo de negligenciados", constata Carolina.

Até pouco tempo restrita a países da América Latina, a doença, com a globalização, também passou a ser identificada em países desenvolvidos, como Austrália, Japão, Espanha e Estados Unidos. Nos países endêmicos, o parasita Tripanossoma cruzi, causador da doença, é transmitido sobretudo por insetos conhecidos como barbeiros.

A transmissão pode ocorrer também por transfusão de sangue ou transplantes de órgãos. No Brasil, exames de controle são feitos justamente para evitar esse risco.

Mas, em países onde a doença é recente, o cuidado não existe. "Já há registros de casos de doença de Chagas provocadas por transplantes e transfusões", diz Carolina. Os Estados Unidos ocupam a sétima posição no ranking da doença.

"Novos desafios se somam a problemas que até agora não tinham sido resolvidos. Daí a importância da criação desse grupo", avalia Sobbaersts. Entre as metas estão o desenvolvimento de um método de diagnóstico mais rápido e de ferramentas para avaliar se o paciente foi curado.

Atualmente, o tratamento é feito com benzonidazol. O remédio passou a ser produzido no Brasil pelo Laboratório Federal de Pernambuco. Falhas de abastecimento foram registradas em 2011, "O problema foi resolvido e a produção, normalizada. Atualmente, o País tem capacidade para atender toda a demanda", afirma o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,coalizao-vai-combater-doenca-de-chagas,975138,0.htm

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lançada a primeira associação mexicana para as pessoas afetadas pela doença de Chagas



AMEPACH: Mexican Association of People Affected by Chagas Disease

FOR IMMEDIATE RELEASE



First-ever Mexican patients’ association for people affected by Chagas disease launched


Mexican Association of People Affected by Chagas Disease (AMEPACH) created to help tackle the deadliest neglected parasitic infection in Latin America

Mexico City, 14 November 2012 – Patients and families affected by Chagas disease in 13 Mexican states gathered in Oaxaca 16-18 October to form the Mexican Association of Persons Affected by Chagas Disease (AMEPACH), the first-ever patients’ association in Mexico for this deadly neglected disease. The association will unite patients and advocates to fight the ongoing neglect of this disease in public policy, awareness, prevention, medical care and treatment of people across the country.



An estimated 1 to 2 million people in Mexico have Chagas disease, the leading parasitic killer of the Americas. This means almost 1 in 50 Mexicans is infected, where 30 percent have developed severe cardiac or digestive symptoms of the chronic phase that can lead to death in the most productive years of life. Approximately 25,000 to 58,000 adults die annually from Chagas in Mexico, which represents 2.5% to 5% of the country´s overall mortality.



Despite evidence, there has been little to no appropriate policy or sufficient action by public health services, for control, prevention, and surveillance, or for diagnosis, treatment, and follow-up of patients, despite the disease’s social and economic burden. For example, the federal government has not given sanitary registration for the only two drugs available to treat the disease. The drugs are not included on Mexico´s essential drugs list, or in the national formularies of the Health Ministry (SSA), social security system (IMSS), government worker health system (ISSSTE), or the country´s new Seguro Popular program. Many of the patients who have already been diagnosed have not received treatment or been clinically evaluated due in large part to a lack of knowledge regarding the disease by physicians and the healthcare sector.



AMEPACH was launched with the support of concerned scientists and healthcare actors, non-governmental organizations, and agencies, including the National Science and Technology Council (CONACyT), Drugs for Neglected Diseases initiative (DNDi), Medecins Sans Frontieres/Doctors Without Borders (MSF), and the EcoHealth Community of Practice (COPEH-LAC México). AMEPACH is a non-profit group based on the constitutional right to health and medical attention.



“The launch of this patient group will finally bring an official voice to those people and their families suffering in silence from Chagas disease all throughout Mexico,” says Elvira Idalia Hernández Cuevas, the newly elected President of AMEPACH. “Persons affected by Chagas, like my daughter, need access to timely diagnosis, treatment and efficient care, in order to improve their quality of life.”



Contact: amepach@gmail.com



For more information, access this community at globalaccesstohealth.net/chagasplatform
 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Estudantes canadenses conhecem o controle de Chagas no Pará

José Pantoja/ Sespa
Um grupo de alunos de mestrado e doutorado e pesquisadores da Universidade de Quebec, no Canadá, conheceram, na tarde desta segunda-feira (20), a história, os casos, a incidência e as ações para o controle da doença de Chagas no Pará. A visita faz parte de um curso sobre a Amazônia promovido pela instituição canadense a cada dois anos, com a finalidade de mostrar a realidade da região para os alunos. 
 
Segundo a coordenadora estadual de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, a abordagem foi solicitada porque a doença tem importância para o ecossistema amazônico. “Além de informá-los sobre os tipos e formas de transmissão, também estamos mostrando nossa experiência no controle da doença e na vigilância epidemiológica”, explicou.

O interesse em conhecer as ações demonstra o reconhecimento da eficiência de uma vigilância de qualidade. “Embora o Estado concentre 80% dos casos da doença, possibilitamos tratamento imediato e preciso para garantir qualidade de vida aos pacientes”, observou.
José Pantoja/ Sespa
Segundo o pesquisador que integra a equipe, Robert Davidson, o encontro permitiu que os alunos entendam e absorvam melhor as informações, além de conhecerem de perto a realidade da região amazônica. “Com este trabalho é possível conciliar a preservação e o desenvolvimento. Estamos entendendo os desafios da região, principalmente da área da saúde. Os alunos farão uma reflexão e darão conta da complexidade do meio”, destacou.

Este ano, o Pará registrou 35 casos do Mal de Chagas, dos quais onze em Abaetetuba, no nordeste do Estado. Para fortalecer o trabalho de prevenção, a coordenação trabalha com o Plano de Intensificação de Controle da doença de Chagas. O plano desenvolve ações estratégicas que visam à capacitação de equipes técnicas para garantir atendimento na capital e em todos os municípios, além de assegurar medicação especifica, diagnóstico, tratamento e acompanhamento ao paciente.

As ações previstas têm como objetivo a redução da ocorrência de casos e a diminuição da exposição ao risco para transmissão vetorial e oral por alimentos, e ainda a redução da mortalidade pela doença. O trabalho também envolve a investigação da presença de barbeiros nas áreas onde os casos são detectados, uso de armadilhas para captar barbeiros, orientação às comunidades sobre os cuidados com a presença do inseto e a identificação dele nos municípios de risco.

Atualmente, há três serviços especializados no Estado, um no Hospital Universitário João de Barros Barreto, outro no Hospital de Clinicas Gaspar Viana, para casos de emergência cardiológica, e também no Hospital Regional do Marajó, em Breves.


Agência Pará de Notícias Atualizado em 20/08/2012

Diagnóstico precoce é fundamental para o controle da Doença de Chagas

ASCOMO diagnóstico precoce ainda é a principal arma no combate à Doença de Chagas, pois quanto mais tempo o paciente leva para iniciar o tratamento, mais danos o parasita Trypanosoma Cruzi causa no organismo, principalmente ao coração. A informação é da farmacêutica bioquímica, Elenild Góes, coordenadora estadual de Controle da Doença de Chagas e uma das ministrantes do Curso de Investigação de Surtos de Doença de Chagas Aguda, realizado nos últimos dias 18 e 19, no auditório da Secretaria de Estado de Obras Pública (Seop).

Promovido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o curso contou com a participação de profissionais da Vigilância Epidemiológica dos municípios prioritários para a transmissão da Doença de Chagas no Pará (Ananindeua, Paragominas, Barcarena, Moju, Tailândia, Igarapé-Miri, Abaetetuba, Ponta de Pedras, Breves, Curralinho, Anajás, Bagre e Mocajuba), de técnicos dos Centros Regionais de Saúde da Sespa (1º CRS, 6º CRS, 7º CRS, 8º CRS, 4º CRS, 5º CRS e 13º CRS), de técnicos do Laboratório Central do Estado (Lacen) responsáveis pelo diagnóstico da doença e da Vigilância Sanitária do Nível Central/Sespa.

Também foram ministrantes do curso a médica epidemiologista Erica Tatto, da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre; a veterinária Soraya Oliveira, do Ministério da Saúde; e a médica cardiologista Dilma Souza, do HUJBB/UFPA. O objetivo foi atualizar os profissionais sobre a Doença de Chagas e orientar sobre as etapas do processo de investigação. “É importante que todos os casos suspeitos da doença sejam investigados minuciosamente, visando à identificação do foco de contaminação e outros possíveis indivíduos infectados”, disse Elenild.

Segundo ela, o mal de Chagas é uma doença, cujo controle envolve diversos setores da Saúde Pública, como a Epidemiologia, a Entomologia, a Vigilância Sanitária e a Assistência, que devem trabalhar integradas para o alcance dos resultados e benefício do paciente. “Um paciente com suspeita da doença precisa ser logo notificado e imediatamente encaminhado para exame e início do tratamento, visando à redução das sequelas, uma vez que ela não tem cura. A partir de um doente, é possível chegarmos a outros e ao foco da contaminação, para que medidas de controle sejam adotadas”, explicou a coordenadora.

Elenild informou que, este ano, o Pará registrou 35 casos do Mal de Chagas, dos quais ocorreram 11 em Abaetetuba, que enfrenta um surto da doença originado, ao que tudo indica, a partir de um ponto de venda de açaí.

Sintomas e transmissão - O mal de Chagas é transmitido pelo inseto conhecido como Barbeiro, que infectado, ao picar uma pessoa sadia, deposita fezes contaminadas no ferimento permitindo a entrada do parasito Trypanosoma cruzi na corrente sanguínea. A doença também pode ser transmitida por via oral, por meio de alimentos contaminados pelo Barbeiro - como é o caso do açaí, no Pará.

Na fase aguda, os principais sintomas são dor de cabeça, febre, cansaço, edema facial e dos membros inferiores, taquicardia, palpitação e dor no peito e falta de ar. Como os sintomas iniciais parecem com o de outras doenças, o paciente deve procurar atendimento médico imediato para fazer exame e ser referenciado para o serviço especializado. Atualmente há dois hospitais de referência no tratamento da doença no Pará: o Hospital Universitário João de Barros Barreto, em Belém, e o Hospital Regional do Marajó, em Breves. A implantação desse último representou um importante avanço na municipalização dos serviços de saúde, já que agora os pacientes daquela região não mais precisam vir a Belém para receber tratamento. “No Barros Barreto, são atendidos cerca de 60 pacientes por mês, entre casos agudos e crônicos”.

Elenild explicou, ainda, que todo paciente agudo torna-se crônico com ou sem sequelas. E, embora a sorologia do paciente possa dar negativa para a doença após algum tempo, o parasito permanece no tecido e o estrago que faz no coração é irreversível. Por tudo isso, o paciente com Chagas recebe medicamento específico por dois meses e permanece sob acompanhamento pelo período de cinco anos. “As sequelas podem ser tão graves que alguns pacientes chegam a se aposentar por invalidez. Em uma pesquisa feita com 167 pacientes, 70% apresentaram problemas no coração”, acrescentou Elenild.

A coordenadora estadual lembra que o principal papel da Sespa é o de apoiar os municípios, com assessoria técnica e capacitação profissional para que o serviço funcione da melhor forma possível, o que inclui o trabalho da Vigilância Sanitária, com o ensino das boas práticas na manipulação de alimentos - como o açaí.

Barbeiro – Segundo a entomologista Soraya Oliveira, houve uma extinção maciça de espécies de Barbeiro no Brasil, e hoje a maioria deles vive em ambientes silvestres, sendo impossível combatê-los com inseticidas utilizados usualmente. Diante desse quadro, é importante que a população e os profissionais de saúde permaneçam atentos nos locais de maior risco. “Houve mudança na visão da epidemiologia e, aqui na Amazônia, a forma mais adequada de controle da doença é a detecção e o diagnóstico precoce. Também é importante que o profissional tenha noções básicas de investigação epidemiológica e vá a campo fazer o seu trabalho para evitar novos casos”, concluiu Soraya.

Agência Pará de Notícias Atualizado em 20/08/2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Simpósio alerta para doenças cardíacas associadas ao mal de Chagas

I Simpósio de Chagas 009-Pela primeira vez no Estado, um hospital que é referência no tratamento aos pacientes de doença de Chagas reúne profissionais experientes no tema e acadêmicos interessados nas pesquisas já realizadas na região Norte. Foi neste cenário que aconteceu em Belém, nesta terça-feira, 21, o primeiro Simpósio em Doença de Chagas do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Durante todo o dia, rodas de conversa, palestras e mesas redondas foram realizadas no intuito de discutir, avaliar e propor novas estratégias para favorecer a prevenção, o controle e o tratamento da doença, que concentra mais de 80% dos casos brasileiros só no Pará. 

I Simpósio de Chagas 020-Durante a abertura do Simpósio, a médica cardiologista Dilma Souza, responsável pelo ambulatório de Chagas do Hospital de Clínicas, elogiou o empenho dos aproximadamente 200 participantes do evento e afirmou que isso indica a busca pela eficiência no tratamento dos pacientes chagásicos crônicos e ao mesmo tempo reflete um trabalho que já vendo sendo feito desde 2006, por ocasião da criação do Programa Estadual de Controle da Doença de Chagas (PECDCh), com a missão de conduzir as atividades de vigilância e controle do agravo, num trabalho conjunto entre Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e as instituições que mantém o modelo de hospital-ensino, como o de Clínicas e o Barros Barreto.

Entrega de Aparelho 5-A crescente associação da transmissão oral da doença ao ser humano também sensibiliza a vice-presidente da Sociedade Regional de Cardiologia e também secretária adjunta de Estado de Saúde, Heloisa Guimarães. Durante o Simpósio, ela relembrou uma temeridade da qual foi testemunha durante algumas ações de saúde realizadas pelo Pro Paz em 2011 na Ilha do Combu, localizada ao lado oposto de Belém. Segundo ela, ao detectar que mais de 50% pessoas examinadas apresentaram alterações nos batimentos cardíacos, chegou à conclusão de que os moradores já conheciam o inseto barbeiro e que não sabiam da gravidade dessa “convivência”. “Foi dessa forma que identificamos o nível de informação desse povo e iniciamos uma série de esclarecimentos sobre a doença no mesmo ano. Mas até convencer de que um alimento tão querido como o açaí, que se não for batido com higiene, faz mal, aí é um grande percurso de convencimento”, afirmou a secretária adjunta. 

I Simpósio de Chagas 003-A questão do convencimento também foi levada em conta pelo secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, que ressaltou a resistência dos produtores em proceder ao chamado “escaldamento” do fruto do açaí, quando os caroços são mergulhados em água quente, numa temperatura de 80°C, para eliminar as bactérias e principalmente as contidas nas fezes do barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas.

“Essa questão cultural representa o maior dos desafios para o grupo envolvido na prevenção da doença. Contudo, a área de saúde não deve arcar com isso sozinha. Os produtores e os manipuladores devem colaborar”, afirmou, ao ressaltar que não faltam informações sobre boas práticas de higiene em locais de venda de açaí, como a limpeza das mãos e uso de detergente neutro para lavar os utensílios e equipamentos; a escolha de um piso de fácil limpeza e proteção para as fiações, cabelos, mãos e corpo.
 

I Simpósio de Chagas 032-Em tom confessional, a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa) de Belém, Patrícia Borges, reafirma que a resistência da maioria dos manipuladores é o grande empecilho para se garantir um açaí de qualidade na cidade. Segundo ela, o trabalho de fiscalização e capacitação dos batedores de açaí é feito regularmente. “Se os locais de venda não estiverem adequados aos padrões de higiene e condições sanitárias exigidos, podem ser interditados e o proprietário intimado a se capacitar”, diz. Caso o proprietário já tiver sido treinado por algum órgão, terá de deixar a comodidade de lado e passar por reciclagem, só podendo voltar a trabalhar depois que estiver de acordo com as normas da Vigilância Sanitária.

Além de Patrícia, participam do evento Érica Tatto, da Secretaria de Saúde do município de Porto Alegre (RS); Soraya Oliveira, de Minas Gerais; Dilma Souza, cardiologista dos hospitais de Clínicas e Barros Barreto; Ana Maria Guaraldo, da Unicamp, e pesquisadores do Instituto Evandro Chagas, além da diretora do hospital de Clínicas, Ana Lydia Cabeça; a infectologista Rita Medeiros, do hospital Barros Barreto; a coordenadora estadual do Programa de Doença de Chagas, Elenild Góes; e uma dezena de médicos residentes em Cardiologia do Hospital de Clínicas.

Casos em 2012
 
I Simpósio de Chagas 022-Atualmente o Pará é responsável por 80% dos registros da Doença de Chagas no Brasil. Só este ano, já são 35 casos confirmados e uma morte de paciente oriundo de São Miguel do Guamá. Em 2011 foram 141 ocorrências, sendo que muitos ocorrem por transmissão oral, já que os picos de registros coincidem com a safra do açaí, o que tem levado muitos pesquisadores do assunto a suspeitarem que há uma relação direta da incidência da doença com o consumo do fruto, quando manipulado de maneira incorreta.

Elenild Góes já deixou claro que o aumento de casos também reflete o esforço das autoridades no combate às subnotificações e a favor de um diagnóstico mais precoce possível. A intenção é que pacientes com casos positivos sejam tratados antes de evoluírem para a fase crônica. Febre, calafrio, manchas vermelhas na pele, dores de cabeça e no rosto e enjôos estão entre os sintomas clássicos.

O programa de Doença de Chagas no Pará foi criado há cinco anos e, desde então, o número de casos se mantém em torno de 100. O ano de 2009 foi o recordista do número de casos, com 241. Oeiras do Pará, Abaetetuba e Breves são as cidades que estão no topo nos números de incidência. Na capital, os bairros do Jurunas, Pedreira e Guamá os que apresentam maior maior número de casos da doença.
 
Fonte: SESPA
 


Município de Abaetetuba, PA, tem surto de doença de Chagas

Dos 35 casos registrados no Pará em 2012, Abaetetuba tem 11 casos. A suspeita é que os casos estejam relacionados ao consumo de açaí.

 
 
O município de Abaetetuba, no nordeste do estado, está com um surto de doença de Chagas. Dos 35 casos registrados no Pará em 2012, a cidade registrou 11. A suspeita é que as ocorrências estejam relacionadas ao consumo de açaí.

“Estamos com um surto recente no município de Abaetetuba. Nós temos cerca de 11 pessoas que estão doentes, incluindo um batedor de açaí e duas pessoas da sua família. Então sabemos que este número vai aumentar. A vigilância sanitária e epidemiológica do município tem trabalhado e nós, como estado, estamos supervisionando essas ações”, explica Elenild Góes, coordenadora estadual da doença de Chagas.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará ainda é o estado com o maior número de casos da doença no Brasil. Em 2011, foram registrados 141 casos. De janeiro a agosto de 2012, a secretaria já so

A pesquisadora Ana Maria Guaralda explica que o causador da doença, o protozoário “tripanosoma cruzi”, é muito resistente e pode sobreviver no açaí congelado. “O congelamento não interrompe essa transmissão. O açaí contaminado, mantido a temperatura de -20°C durante 24 horas, é capaz de matar camundongos”, afirma a pesquisadora.

Um dos métodos para evitar a contaminação da doença é o preparo adequado do açaí. Ele deve passar pela peneira, ser lavado três vezes em água corrente e depois ficar de molho em hipoclorito por 20 minutos. Antes de ser batido, o açaí ainda deve passar por um processo de branqueamento, que consiste em mergulhar os caroços em água a 80°C por 10 segundos, em seguida, resfriar o fruto novamente.

Fonte: G1 PA em 22/08/2012
 

Sespa desenvolve atividades sobre a Doença de Chagas

O mês de agosto marca o auge da colheita do açaí no Pará. E como a manipulação do fruto tem sido associada à transmissão da doença de Chagas no Estado, três atividades distintas e dedicadas ao assunto serão realizadas em Belém, sob a orientação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), através da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Doença de Chagas. O primeiro compromisso entre pesquisadores e estudiosos da doença acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto, quando acontecerá o Curso de Investigação de Surtos de Doença de Chagas Aguda, no auditório da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), em Belém.

No dia 20 de agosto, a coordenadora estadual do Programa de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, mediou uma reunião com 22 pessoas do grupo de pesquisadores e alunos da Universidade de Quebec, em Montreal (Canadá). No ano passado, membros da instituição participaram de pesquisas de campo realizadas pela Sespa em Belém e na ilha do Combu. Esse novo encontro aconteceu no auditório da Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (Amat), localizada na avenida Conselheiro Furtado, em Belém.

Também na capital paraense aconteceu, dia 21 de agosto, o primeiro Simpósio em Doença de Chagas do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Com o tema “A Doença de Chagas na Amazônia”, o evento aconteceu no auditório do próprio hospital, de 8 as 12 horas e de 14 as 18 horas.

Cenário da doença - Atualmente o Pará é responsável por 80% dos registros da doença de Chagas no Brasil. Só este ano, já são 27 casos confirmados. Em 2011 foram 141 ocorrências, sendo que muitos ocorrem por transmissão oral, já que os picos de registros coincidem com a safra do açaí, o que tem levado muitos pesquisadores do assunto a suspeitarem que há uma relação direta da incidência da doença com o consumo do fruto, quando manipulado de maneira incorreta.

Elenild Góes já deixou claro que o aumento de casos também reflete o esforço das autoridades no combate às subnotificações e a favor de um diagnóstico mais precoce possível. A intenção é que pacientes com casos positivos sejam tratados antes de evoluírem para a fase crônica. Febre, calafrio, manchas vermelhas na pele, dores de cabeça e no rosto e enjôos estão entre os sintomas clássicos.

O programa de doença de Chagas no Pará foi criado há cinco anos e, desde então, o número de casos se mantém em torno de 100. O ano de 2009 foi o recordista do número de casos, com 242. Oeiras do Pará, Abaetetuba e Breves são as cidades onde a incidência da doença é maior. Na capital os bairros de Jurunas, Pedreira e Guamá lideram as ocorrências.

Fonte: Agência Pará de Notícias

Manejo correto do açaí evita mal de Chagas


Em média de 20 a 30 latas de açaí são vendidas por dia. Na safra, a partir de agosto, esse número pula pra 60 ou 70 latas” diz José Haroldo Lima, 46, que há seis anos toma conta de um ponto na Feira do Açaí, no Ver-o-Peso. Com o preço do produto reduzido, o consumo cresce e isso preocupa as autoridades da área de saúde do estado. O motivo: o possível aumento nas ocorrências da doença de Chagas.


Transmitida pelo protozoário tripanossoma cruzi, presente nas fezes do mosquito barbeiro, a doença encontrou um vetor poderoso no açaí. Se não houver os devidos cuidados com a higiene durante o preparo do alimento, o “barbeiro” acaba processado junto com a fruta.


Segundo Elenild Góes, coordenadora do Programa de Doença de Chagas da Secretaria de Saúde do Estado, é importante que as pessoas que sentirem os sintomas da doença - febre, mal-estar, vermelhidão, inchaço nos olhos, aumento do fígado e baço entre outros – procurem fazer o teste. “Muitas pessoas não sabem que tem a doença porque acreditam estar doentes de outra coisa e não fazem o teste”. Em caso positivo é necessário informar o serviço de epidemiologia da cidade, para que este encaminhe o paciente para o tratamento adequado e possa fazer o controle da doença. “Geralmente em uma casa onde uma pessoa contraiu a doença através do açaí mais pessoas contraíram também” explica.


Os cuidados para evitar a contaminação devem ser em toda a cadeia produtiva, que se dá em condições precárias de higiene. O Departamento elenca seis medidas higiênicas durante o processamento do açaí: seleção e peneiramento; lavagem com hipoclorito de sódio e retirada do excesso; escaldamento – cozer em 80 graus celsius por dez segundos e em seguida mergulhar em água fria – despolpamento em máquinas previamente higienizadas; envase em sacos plásticos virgens e refrigeração imediata do produto que não for comercializado na hora.


Elenild destaca que os cuidados de prevenção são benéficos ao produto. “O processo destrói todas as bactérias que infectam o fruto. Como elas são as principais responsáveis pelo azedamento o açaí acaba durando mais tempo antes de azedar após passar por todo esse processo”. Ela lamenta a resistência de alguns vendedores em seguir as seis etapas de higienização, “alguns acreditam que lavar com o hipoclorito muda o gosto do produto e a maioria não faz o peneiramento antes de começar a manipular”.


Elenild afirma ainda que o principal diferencial na prevenção da doença de chagas é o próprio trabalho de informação do consumidor. “A partir do momento em que ele começa a cobrar mais qualidade e higiene no serviço, não haverá como quem tem resistência não investir na qualidade do serviço”. Outras ações dentro da política de combate a doença de Chagas vem na forma do decreto governamental de normatização do processamento e venda do açaí, lançado em janeiro deste ano, e programas de benefícios a vendedores que investirem na qualificação do seu negócio. O Programa de doença de Chagas prevê ainda a realização de três atividades no mês de agosto – um encontro com pesquisadores da universidade de Quebec; um curso de investigação da doença e um simpósio no hospital Evandro Chagas.






Fonte: Diário do Pará (em 11/08/2012)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pará concentra 80% dos casos de doença de Chagas no Brasil

Das 841 notificações feitas em 2012, 29 casos foram confirmados.
Principal forma de contaminação continua sendo os alimentos.

   O estado do Pará concentra 80% dos casos de doença e chagas em todo o Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Para controlar um surto da doença, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realiza uma série de atividades nos municípios com alto risco de transmissão.

   Das 841 notificações feitas em 2012, 29 casos foram confirmados. Em 2011 foram 141 ocorrências.         Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a forma de transmissão mais comum da doença no estado ainda é o consumo de alimentos contaminados.

   “Na nossa região, o açaí é o alimento mais consumido e ainda está ligado a condições de higiene precárias, principalmente nos interiores, na área metropolitana de Belém e no arquipélago do Marajó. Existem 16 municípios onde a gente já sabe que essas ocorrências são anuais”, explica Elenilde Goes, coordenadora estadual do programa de doença de Chagas.

 
Doença de Chagas é transmitida pelo Barbeiro.
(Foto: Reprodução/EPTV)

   A doença de Chagas é causada pelo protozoário “Tripanosoma cruzi” e é transmitida pelas fezes contaminadas de um inseto conhecido como Barbeiro. A doença de Chagas não tem uma cura total, existe apenas tratamento.

   Os sintomas da doença são:
- Dor de cabeça;
- Mal estar;
- Pernas e braços inchados;
- Coração acelerado.

   Em Belém, o barbeiro já foi encontrado em áreas verdes do bairro de Val-de-Cães e também em casas no bairro do Jurunas. Outros bairros onde foram registrados casos da doença são: Tapanã, Pedreira, Icoaraci, Sacramenta e Guamá.

De 2006 a 2012 foram registrados no Pará 813 casos de doença de Chagas. Os municípios com o maior número de casos registrados de são:

Cidades Número de casos Belém 171
Abaetetuba 129
Breves 75
Barcarena 57
Ananindeua 34
Igarapé Miri 29

  A coordenadora orienta que, ao encontrar um barbeiro é importante não tentar pegar o inseto porque ele pode estar contaminado. A pessoa deve usar um saco plástico para pegá-lo vivo e leva-lo para o setor de vigilância do município. Para reduzir os casos, ela afirma que precisa melhorar bastante no quesito educação e assistência. Este mês será marcado por uma série de reuniões educativas com os municípios com alto risco de transmissão e os funcionários passarão por um curso técnico.

Reportagem exibida no dia 14/08/2012 no Jornal Bom Dia Pará. Clique aqui para assistir a metéria.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A Coordenação do Programa Estadual de Controle da doença de Chagas reune-se com pesquisadores canadenses (Coordination of the State Program for the Control of Chagas disease meets with Canadian researchers)

A Coordenação do Programa Estadual de Controle da doença de Chagas - CPECdCh/SESPA, no dia 20 de agosto, recepcionará um grupo de pesquisadores e alunos da Universidade de Quebec/Montreal/Canadá que estarão presentes em Belém para uma reunião que tem como objetivo a apresentação do trabalho realizado pela CPECdCh como mostra de experiência bem sucedida na vigilância da doença de Chagas na região amazônica.

O grupo faz parte do Curso Amazônia: meio ambiente, intervenção e conservação que é organizado a cada dois anos pelo Instituto de Ciências Ambientais (Institute of Enviromental Science - IES) da Universidade de Quebec (UQAM). 

A reunião envolverá a participação de profissionais da SESPA, da Universidade de Ouro Preto - UFOP/MG, da SMS de Porto Alegra/RS e do Hospital Universitário Barros Barreto - HUJBB/UFPA. 


Coordination of the State Program for the Control of Chagas disease - CPECdCh / SESPA, on August 20th, will host a group of researchers and students from the University of Quebec / Montreal / Canada who will be present in Belém/Pará for a meeting that aims to presentation of the work done by CPECdCh as a demonstration of successful experience in the surveillance of Chagas disease in the Amazon region.

The group is part of the Amazon Course: environment, conservation intervention which is organized every two years by the Institute of Environmental Sciences (Institute of Environmental Science - IES), University of Quebec (UQAM).

The meeting will involve professionals from SESPA, University of Ouro Preto - UFOP / MG, Municipal Secretary for Health of Porto Alegre/RS and University Hospital Barros Barreto - HUJBB / UFPA.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Curso de Investigação de surtos de doença de Chagas aguda

Nos dias 18 e 19 de agosto, acontecerá, no auditório da SEOP - Secretaria de Estado de Obras Públicas o II Curso de investigação de surtos de doença de Chagas aguda (DCA). O curso é direcionado para 25 profissionais da vigilância epidemiológica de municípios e regionais prioritários para a  transmissão da DCA no Pará.
Os municípios presentes no curso são: Belém, Ananindeua, Paragominas, Barcarena, Moju, Tailândia, Igarapé-Miri, Abaetetuba, Ponta de Pedras, Breves, Curralinho, Anajás, Bagre e Mocajuba. Representantes do 1º CRS, 6º CRS, 7º CRS, 8º CRS, 4º CRS, 5º CRS, 13º CRS.
Haverá participação de técnicos do Laboratório Central do Estado (LACEN), responsáveis pelo diagnóstico da doença de Chagas, além de técnicos da Vigilância Sanitária da SESPA.    

Confira a PROGRAMAÇÃO

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Prancha para diagnóstico de parasitas sanguíneos: Typanossoma cruzi

Resultado do Curso de Atualização para Microscopista da Rede Pública para detecção do Trypanossoma cruzi realizado pelo LACEN/PA e a Coordenação Estadual do Programa de Controle de Deonça de Chagas, a Prancha para Diagnóstico de Parasitas Sanguíneos: Trypanossoma Cruzi é uma ferramenta útil para microscopistas e laboratoristas que auxilia no diagnóstico da Doença de Chagas pelo exame parasitológico.

clique aqui para baixar o arquivo

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Etapas do processamento do açaí e da bacaba








Novos casos de Doença de Chagas no Brasil se concentram no Pará e Amapá

Embora o Brasil tenha reduzido de forma drástica os números de contágio do mal de Chagas nas últimas décadas, entre 150 e 200 novos casos ainda são registrados anualmente. Mais de 95% ocorrem em apenas dois Estados: Pará e Amapá, sendo o processamento de açaí e outros alimentos o principal foco de contágio.

Os dados são do Ministério da Saúde, que aponta elementos da cultura alimentar nortista, como as frutas, sucos e o alto consumo de açaí in natura como fatores de difícil controle.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a doença está controlada nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e há casos raros no Nordeste.
No Norte, condições inadequadas de processamento e preparo de alimentos fazem com que o inseto barbeiro (Triatoma infestans e suas variáveis) ou suas fezes contendo o parasita Trypanosoma cruzi sejam ingeridas, levando à contaminação.

"O inseto acaba caindo em máquinas de processamento de alimentos, como moedores de cana. Frutas que não são esterilizadas da forma correta também podem ter fezes contaminadas", diz João Carlos Pinto Dias, que já chefiou o Programa Nacional de Combate à Doença de Chagas brasileiro e é membro do Comitê de Doenças Tropicais Neglicenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pinto Dias, que também atua como pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e tem mais de 220 artigos científicos e sete livros publicados sobre o assunto, diz que o Nordeste ainda abriga alguns resquícios de incidência do barbeiro, mas que a maior preocupação é com o Pará, no Norte.


Doença de Chagas

A doença foi descoberta em 1909 pelo médico brasileiro Carlos Chagas. Causada por um parasita transmitido pelo inseto barbeiro (Trypanosoma cruzi e suas variações), pode ser letal mas apresenta grande taxa de cura se tratada nos três meses seguintes à contaminação.
Embora muito rara, há uma variação da doença que pode ser fatal pouco tempo após o contágio.

Atualmente entre 60% e 70% das pessoas infectadas pelo parasita vivem em média de 65 a 70 anos. Na década de 1970 a expectativa de vida era de 30 a 40 anos.
Entre 70% e 80% dos infectados tratados não desenvolvem problemas causados pelo mal de Chagas, mas de 20% a 30% podem desenvolver doenças cardíacas e intestinais. Deste segundo grupo, até 20% podem ter morte súbita devido ao inchaço exacerbado do coração ou intestinos.

A eliminação total do parasita é praticamente impossível para os infectados. Medicamentos existentes só conseguem obter a cura se administrados até três meses após o contágio. Pacientes mais jovens têm mais chances de sucesso.

Segundo o Ministério da Saúde, sabe-se que o açaí é o principal problema, e o governo já montou um esquema de normatização sobre a esterilização da fruta, que inclui procedimentos simples como a fervura da polpa, mas ainda há resistência nas comunidades locais.


Alerta

Para Lucia Brum, consultora de doenças emergentes e re-emergentes da ONG internacional Médicos sem Fronteiras, é necessário fazer um alerta para o fato de que o país se preocupa muito com o controle vetorial da doença, mas o tratamento aos cerca de 2 milhões de infectados continua deficiente.

"Nossa grande bandeira é defender que as pessoas devem ter acesso ao diagnóstico e tratamento da doença. De cada 10 pessoas infectadas apenas uma sabe que é portadora do parasita", diz.

A especialista acrescenta que em mais de 13 anos de atuação da ONG nas Américas, 90 mil pessoas foram passaram por exames e cerca de 6.500 testaram positivo.

"Se fala muito sobre o controle da transmissão e chega-se a considerar o mal de Chagas como 'doença rara', mas o fato é que nos nove Estados da região amazônica o mal de Chagas ainda é uma doença emergente, em expansão, e o Ministério da Saúde sabe disso", indica.


Erradicação

Embora o Brasil tenha reduzido o número de novos casos anuais de Doença de Chagas de 150 mil nos anos 1970 para cerca de 150 a 200 atualmente, não se pode falar em erradicação.

"O principal vetor (o inseto barbeiro) foi interrompido. A outra principal forma de transmissão, por transfusão sanguínea, também foi eliminada, mas ocasionalmente existem novos casos. Uma doença só é considerada erradicada quando a chance de novas incidências é nula", diz Jarbas Barbosa.

Mesmo assim, já se pode afirmar que o mal tornou-se uma "doença rara" no país. Ele diz que o contágio vetorial (por diferentes espécies do inseto barbeiro) foi considerado oficialmente eliminado no Brasil pela OMS em 2006.

Lucia Brum, dos Médicos sem Fronteiras, no entanto, diz que há cerca de 140 espécies de barbeiro potencialmente transmissoras no Brasil, e o contágio foi interrompido somente para o Triatoma infestans.

"É fato que o Triatoma infestans era responsável por 80% dos casos de transmissão vetorial, mas ainda há mais de cem espécies que não foram controladas. Ainda se tem muito a fazer", diz, acrescentando que a negligência com relação à doença continua sendo um grande empecilho.

A doença também perdeu atenção na mídia brasileira, mas episódios isolados trazem o assunto de volta ao noticiário ocasionalmente. Em Santa Catarina, na cidade de Navegantes, 25 pessoas foram infectadas e três morreram após ingerirem caldo de cana em uma barraca às margens da BR-101 no verão de 2005.


Transfusões

Quanto à transmissão por transfusão sanguínea, Pinto Dias diz que o Brasil adotou em 1986 uma lei exigindo que todos os bancos de sangue fizessem testes para detectar a doença. Em 1990, 100% dos hemocentros já haviam normatizado o procedimento.

"Hoje em dia 0,3% dos doadores brasileiros são detectados com mal de Chagas. No passado o número chegou a 15%. Temos de 3 a 4 milhões de transfusões anuais no Brasil e são registrados entre 15 e 20 casos de contaminação por ano desta maneira", diz.

Outra forma de transmissão da doença citada pelo artigo americano, de mãe para filho, também está em declínio no Brasil. A idade média das mulheres infectadas está acima dos 40 anos, fora de idade fértil, o que reduz a chance deste tipo de contágio no país, segundo Pinto Dias.

"A tendência é que o número de mulheres infectadas diminua gradativamente com o envelhecimento, o que diminuirá cada vez mais a chance de haver transmissão de mãe para filho".

Da BBC Brasil, em São Paulo

Veja a matéria nos links

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120530_doenca_chagas_brasil_jp.shtml

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5806067-EI306,00-PA+e+AP+concentram+novos+casos+de+doenca+de+Chagas+no+Brasil.html

terça-feira, 22 de maio de 2012

Coordenação do Programa Estadual de Controle de doença de Chagas e LACEN promovem curso de atualização no diagnóstico laboratorial de doença de Chagas



Cerca de 20 profissionais que trabalham no diagnóstico laboratorial da doença de Chagas, oriundos dos Centros Regionais de Saúde (CRS) com os maiores números de casos de doença de Chagas Aguda (1º, 6º, 7º e 8º CRS), iniciaram nesta segunda (21) o Curso de Atualização na Detecção de Trypanosoma cruzi, realizado pelo Laboratório Central do Estado (LACEN) com o apoio da Coordenação o Programa Estadual de Controle da doença de Chagas (CPECdCh/SESPA).
Na oportunidade, foi lançada a 2ª edição do Manual de Capacitação na Detecção de Trypanosoma cruzi para microscopistas de Malária e Laboratoristas da Rede Pública. O Estado do Pará é o primeiro a receber a atualização baseada na nova edição do manual. 

A finalidade do curso é contribuir na capacitação de novos profissionais para o diagnóstico da doença de Chagas, bem como atualizar os técnicos de laboratórios da rede de saúde já envolvidos com o diagnóstico da doença.
 O curso, que será ministrado pela Dra Angela Junqueira, Pesquisadora do Laboratório de Doenças Parasitárias - Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), se estenderá até sexta-feira (25). 


Fonte: CPECdCh/SESPA

terça-feira, 15 de maio de 2012

Esforço internacional quer eliminar dez doenças tropicais negligenciadas

   A GlaxoSmithKline (GSK) uniu-se a outras empresas farmacêuticas globais e organizações líderes, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Fundaçõ Bill e Melinda Gates, o Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), em um novo esforço conjunto para apoiar os países em desenvolvimento eliminar doenças tropicais negligenciadas (NTDs - sigla em inglês). As NTDs afetam mais de um bilhão de pessoas, em países em desenvolvimento, causando doenças, incapacidade e morte, aumentando a carga sobre os sistemas de saúde já sobrecarregados.
       Essa coalisão apoiará os objetivos ambiciosos estabelecidos pela OMS, em fevereiro de 2012, para controlar ou eliminar dez das 17 doenças designadas como NTDs, até o final da década. Isso inclui a eliminação de cinco doenças: filaríose linfática (elefantíase), o verme da Guiné, tracoma cegante, doença do sono e hanseníase, e controlar mais cinco: geohemintíases, esquistossomose, cegueira do rio, dioença de Chagas e leishmaniose visceral, até 2020.
        O diretor executivo da GSK, Andrew Witty, afirma: "estamos comprometidos a fazer nossa parte na ajuda para alcançar a cobertura universal dos prgramas de intervenções para doenças que podem ser controladas ou eliminadas pelos tratamentos existentes, e a estimular a P&D (pesquisa e desenvolvimento) de novos tratamentos para doenças que, atualmente, carecem de qualquer tratamento. Através dessa nova parceria, temos tanto os meios quanto a energia para atingir um golpe decisivo a doença, nos países mais pobres do mundo".
           Em apoio a esses objetivos, a GSK expandiu seu programa de doação de albendazol, que se destina a duas doenças negligenciadas, e fortaleceu seu compromisso para apoiar esforços de P&D. Hoje, a empresa comprometeu-se a ampliar, por mais cinco anos, o seu compromisso de doar 400 milhões de comprimidos de albendazol, todos os anos, para a OMS para permitir a desparasitação de crianças em idade escolar, em todos os países endêmicos. A expansão desse programa se igualará a dois bilhões de comprimidos de albendazol, até 2020.

Fonte: Revista Pharmácia Brasileira nº 84
 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sespa e Barros Barreto promovem curso sobre doença de Chagas

Curso_Doenas_Chagas_004-Mai 07  

Cerca de 50 profissionais de saúde iniciaram nesta segunda-feira (07), no Centro de Estudos do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), o Curso Aspectos Clínicos, Epidemiológicos e Laboratoriais da Doença de Chagas Aguda, realizado pelo HUJBB com apoio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
Segundo a coordenadora estadual do Programa de Controle de Doença de Chagas da Sespa, Elenild Góes, a finalidade é capacitá-los para assegurar o diagnóstico e tratamento mais rápido ao doente de Chagas nos serviços municipais e Hospitais Regionais, que devem funcionar de forma semelhante ao Programa Interdisciplinar de Doença de Chagas (PIDC) do Barros Barreto e ao do Hospital Regional do Marajó, em Breves. “Queremos que os serviços estejam cada vez mais próximos da população, principalmente nos municípios onde há mais casos notificados”, enfatizou Elenild.
O Programa de Doença de Chagas do HUJBB foi instalado oficialmente em setembro de 2011, também com apoio da Sespa. Segundo a cardiologista e coordenadora do Serviço, Dilma Souza, até o momento, 230 pacientes passaram pelo serviço e muitos ainda continuam sendo acompanhados por ela e pela infectologista Vânia Brilhante. “Os pacientes vêm referenciados pelo município e as consultas são agendadas diretamente no Ambulatório do Hospital”, explicou a médica.
Curso_Doenas_Chagas_005-Sobre o curso que se estende até sexta-feira, Dilma disse que é muito importante para atualizar os profissionais e alertá-los para que suspeitem de doença de Chagas no atendimento inicial do paciente e solicitem o exame parasitológico, que é feito com uma gota de sangue semelhante ao exame da malária. O fato é que os sintomas iniciais de doença de Chagas, como dor de cabeça, febre e dor no corpo, são parecidos com os de muitas outras doenças infecciosas, o que pode confundir o profissional.  “Mas se a febre persiste por mais de sete dias tem que suspeitar de Chagas”, alertou Dilma.
Conforme Dilma, outro objetivo do curso é estimular os jovens profissionais a fazerem pesquisa sobre doença de Chagas, porque ainda há muita carência de estudos sobre a doença, apesar do grande exemplo dado por Carlos Chagas, que realizou pesquisas em todos os aspectos da patologia.
Doença de Chagas - É uma doença infecciosa causada por um protozoário parasita chamado Trypanosoma cruzi, nome dado por seu descobridor, o cientista brasileiro Carlos Chagas, em homenagem a Oswaldo Cruz. Ela é transmitida pelo barbeiro infectado, que ao picar uma pessoa sadia deposita fezes contaminadas no ferimento, permitindo a entrada do parasita na corrente sanguínea. A doença também pode ser transmitida por via oral, por meio de alimentos contaminados pelo barbeiro.
Curso_Doenas_Chagas_010-Na fase aguda, os principais sintomas são dor de cabeça, febre, cansaço, edema facial e dos membros inferiores, taquicardia, palpitação e dor no peito e falta de ar.  O tratamento deve ser urgente para evitar que vire crônica. Pois, na fase crônica, a doença ataca principalmente o músculo do coração, provocando a insuficiência cardíaca podendo levar à morte.
Números - Em 2011, o Pará registrou 141 casos de doença de Chagas e, este ano, já há 22 casos confirmados nos municípios de Abaetetuba, Anajás, Breves, Oeiras do Pará, Igarapé-Miri e São Miguel do Guamá, onde houve um óbito. (Fotos: José Pantoja)
Fonte: ASCOM/SESPA

segunda-feira, 16 de abril de 2012

ES confirma primeiro óbito por doença de Chagas


Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Espirito Santo, no dia 05 de março, uma criança de dois anos, em estado grave com acompanhamento médico, deu entrada no Hospital Infantil de Vitória, porém apesar dos esforços da equipe do hospital, a criança não resistiu e morreu em poucas horas.
Foram adotadas as medidas de investigação. Foi constatada a presença de barbeiros que portavam o T.cruzi.
Desde 2007 apenas 03 casos foram confirmados no estado do Espirito Santo.

Fonte: Fonte: G1 – 09/04/2012

Clique aqui para ler a matéria completa
Convidamos os participantes do XVI Congresso Médico Amazônico para a palestra "Doença de Chagas Aguda no Pará. Esporádica ou Endêmica?"  A palestra será proferida, na 2ª Jornada de Protozooses na Amazônia, pela coordenadora do Programa Estadual de Controle de doença de Chagas, Elenild Góes, no dia 21/04/12 na sala dr. Penna de Carvalho no Hangar Centro de Convenções.

terça-feira, 13 de março de 2012

Evolução da doença de Chagas no Estado do Pará. 2006 a 2012

Última atualização da evolução dos casos e óbitos por doença de Chagas Aguda no Estado do Pará considerando-se para 2012 os meses de Janeiro e Fevereiro.

sexta-feira, 2 de março de 2012

SUS no Pará tem a pior avaliação do Brasil

Na visão do povo do Pará, o Sistema Único de Saúde (SUS) presta os piores serviços do país em atendimento à população. O Índice de Desempenho do SUS (Idsus), ferramenta que avalia o acesso e a qualidade dos serviços de saúde no país, criado pelo Ministério da Saúde, registrou no Pará, entre 2008 e 2010, o pior índice de avaliação entre os estados brasileiros. Belém é a segunda capital brasileira com os piores serviços, segundo o levantamento.

O índice avalia com pontuação de 0 a 10 a municípios, regiões, estados e ao país com base em informações de acesso, que mostram como está a oferta de ações e serviços de saúde, e de efetividade, que medem o desempenho do sistema, ou seja, o grau com que os serviços e ações de saúde estão atingindo os resultados esperados.

Segundo o índice, o Brasil possui Idsus equivalente a 5,47. A avaliação do sistema no Pará é a pior no Brasil, com pontuação de 4,17. Santa Catarina (6,29), Paraná (6,23) e Rio Grande do Sul (5,90) receberam as maiores notas. A região Sul teve pontuação de 6,12, seguida do Sudeste (5,56), Nordeste (5,28), Centro-Oeste (5,26) e Norte (4,67). (DOL, com informações Agência Brasil)

Discussão de caso 2


Paciente do sexo masculino, notificado em 25/08/2011 e início dos sintomas em 07/01/2011, apresentou os seguintes resultados de sorologia para Doença de Chagas:
1ª amostra: ELISA: Reagente, HAI: Reagente, IFI-IgG: 1/160 FUNED: : Reagente, HAI: Reagente, IFI-IgM: 1/40. Para Leishmaniose Visceral IFI-IgG: 1/160.
2ª amostra: ELISA: Reagente, HAI: Reagente, IFI-IgG: 1/320. Para Leishmaniose Visceral IFI-IgG: 1/160.
 Fora prescrito Benznidazol no dia 15/09/2011 e no dia 05/10/2011 foi avaliado pelo cardiologista e no momento da consulta paciente apresentava febre, dor abdominal, calafrios e astenia, foi mantido o tratamento e no dia 11/10/2011 evoluiu com piora do quadro e foi internado em uma Unidade Mista de seu município onde recebeu transfusão de sangue e no dia 14/10/2011 foi avaliado por  um infectologista e transferido para um hospital público.
Na declaração de alta hospitalar apresenta, como diagnóstico principal, Calazar. Foi realizado tratamento por 30 dias com Anfotericina B. Recebeu alta no dia 25/11/2011.
Segundo relato do paciente, retornou para avaliação no dia 26/12/2011, realizou exames laboratoriais e avaliação clínica.
Apresenta-se em bom estado geral e sem queixa. 

A - Considerando-se os resultados da sorologia para Doença de Chagas, trata-se de um caso da doença?
B - O que fazer para elucidar as reações cruzadas com Leishmaniose Visceral?