quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sespa desenvolve atividades sobre a Doença de Chagas

O mês de agosto marca o auge da colheita do açaí no Pará. E como a manipulação do fruto tem sido associada à transmissão da doença de Chagas no Estado, três atividades distintas e dedicadas ao assunto serão realizadas em Belém, sob a orientação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), através da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Doença de Chagas. O primeiro compromisso entre pesquisadores e estudiosos da doença acontecerá nos dias 18 e 19 de agosto, quando acontecerá o Curso de Investigação de Surtos de Doença de Chagas Aguda, no auditório da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), em Belém.

No dia 20 de agosto, a coordenadora estadual do Programa de Controle da Doença de Chagas, Elenild Góes, mediou uma reunião com 22 pessoas do grupo de pesquisadores e alunos da Universidade de Quebec, em Montreal (Canadá). No ano passado, membros da instituição participaram de pesquisas de campo realizadas pela Sespa em Belém e na ilha do Combu. Esse novo encontro aconteceu no auditório da Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (Amat), localizada na avenida Conselheiro Furtado, em Belém.

Também na capital paraense aconteceu, dia 21 de agosto, o primeiro Simpósio em Doença de Chagas do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna. Com o tema “A Doença de Chagas na Amazônia”, o evento aconteceu no auditório do próprio hospital, de 8 as 12 horas e de 14 as 18 horas.

Cenário da doença - Atualmente o Pará é responsável por 80% dos registros da doença de Chagas no Brasil. Só este ano, já são 27 casos confirmados. Em 2011 foram 141 ocorrências, sendo que muitos ocorrem por transmissão oral, já que os picos de registros coincidem com a safra do açaí, o que tem levado muitos pesquisadores do assunto a suspeitarem que há uma relação direta da incidência da doença com o consumo do fruto, quando manipulado de maneira incorreta.

Elenild Góes já deixou claro que o aumento de casos também reflete o esforço das autoridades no combate às subnotificações e a favor de um diagnóstico mais precoce possível. A intenção é que pacientes com casos positivos sejam tratados antes de evoluírem para a fase crônica. Febre, calafrio, manchas vermelhas na pele, dores de cabeça e no rosto e enjôos estão entre os sintomas clássicos.

O programa de doença de Chagas no Pará foi criado há cinco anos e, desde então, o número de casos se mantém em torno de 100. O ano de 2009 foi o recordista do número de casos, com 242. Oeiras do Pará, Abaetetuba e Breves são as cidades onde a incidência da doença é maior. Na capital os bairros de Jurunas, Pedreira e Guamá lideram as ocorrências.

Fonte: Agência Pará de Notícias

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